TEMA: Eurocentrismo
Nossa aula foi:
7ºA,quinta-feira,
12 de fevereiro de 2026 .
7ºB,Clique
ou toque aqui para inserir uma data. .
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EIXO TEMÁTICO
O mundo moderno e a conexão entre sociedades africanas, americanas e europeias.
HABILIDADES
(GO-EF07HI01-A) Compreender que a constituição da modernidade não ocorreu de forma abrupta, mas foi um processo de múltiplas temporalidades e acontecimentos simultâneos em lugares diferentes, como: crise de produção, fome, epidemias, guerras, fartura, progresso e invenções.
Conceituar a Modernidade no contexto da formação dos estados nacionais, da expansão marítima e da colonização.
OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS
A construção da ideia de modernidade e seus impactos na concepção de História
A ideia de “Novo Mundo” ante o Mundo Antigo: permanências e rupturas de saberes e práticas na emergência do mundo moderno:
CONTEÚDO
Eurocentrismo e a descolonização de saberes e conhecimentos de povos e culturas
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Compreender o conceito de eurocentrismo e identificar como ele influencia narrativas históricas e a produção do conhecimento.
Reconhecer que América, África e Ásia possuem histórias próprias e que a centralidade europeia foi construída por relações de poder (militar, econômico e político).
Relacionar eurocentrismo à modernidade (Iluminismo), à ciência e aos interesses que sustentam a produção de saberes.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de
aula:
Apresentar o tema “Eurocentrismo” e ativar conhecimentos prévios com pergunta disparadora: “Quem costuma contar a História do mundo e por quê?”.
Organizar a turma em grupos de base (4–5
estudantes) e aplicar a metodologia ativa Jigsaw (quebra-cabeça) para leitura
cooperativa do texto.
Dividir o texto em 4 partes temáticas (ex.: 1)
definição/centralidade europeia; 2) colonização e apagamentos; 3)
pós-colonialismo/Edward Said; 4) modernidade, ciência, interesses e poder) e
atribuir uma parte para cada integrante do grupo.
Formar grupos de especialistas (um tema por grupo)
para ler, destacar ideias-chave e preparar uma explicação curta para o grupo de
base (com 2 evidências do texto e 1 exemplo).
Ideia‑chave: Eurocentrismo como visão de centralidade europeia.
Explicação: Entender eurocentrismo como perceber a
Europa, sua história e suas questões como centrais e como “padrão” para
explicar o mundo (pela história, cultura e economia).
Ideia‑chave:
Origem/fortalecimento do eurocentrismo ligado à modernização e ao Iluminismo.
Explicação: Explicar que a centralidade europeia é
relacionada ao processo de modernização iniciado com o projeto iluminista.
Ideia‑chave: Colonização
como marco e mecanismo de imposição de poder.
Explicação: Identificar a colonização (Portugal e
Espanha), a construção das Américas e o capitalismo moderno como marcos do
eurocentrismo e como processos em que países europeus impuseram cultura,
economia e poder militar.
Ideia‑chave: História do
mundo narrada por marcos europeus.
Explicação: Mostrar que, desde a colonização, a
história do mundo costuma ser contada a partir de referências europeias, o que
pode levar a uma visão distorcida (“parece que primeiro veio a Europa e depois
o resto”).
Ideia‑chave: América, África
e Ásia têm histórias próprias (antes dos europeus).
Explicação: Sustentar que cada região já possuía
história e diversidade antes da chegada europeia, portanto não “começa” com a
presença da Europa.
Ideia‑chave: Reconhecimento
das outras histórias mediado pela escrita europeia.
Explicação: Explicar que até quando se reconhece a
existência dessas histórias, muitas vezes isso ocorre a partir do que europeus
escreveram sobre esses lugares.
Ideia‑chave: “Descobrimento”
como exemplo de narrativa eurocêntrica.
Explicação: Usar o exemplo do texto de que é comum
dizer que europeus “descobriram” a América, quando o continente já era
habitado; a “novidade” foi para os europeus, que invadiram e impuseram poder às
populações locais.
Ideia‑chave: Racismo como
ideologia associada à classificação eurocêntrica do mundo.
Explicação: Apontar que ideologias racistas
emergiram na Europa e que líderes/intelectuais classificaram a humanidade por
“raças”, estabelecendo brancos como superiores e os demais como inferiores,
ajudando a impor a visão eurocêntrica.
Ideia‑chave: Eurocentrismo
no Brasil (nação/modernização “no modelo europeu”).
Explicação: Explicar que, mesmo após a colonização,
o Brasil permaneceu mergulhado em concepções eurocêntricas; a ideia de “nação”
foi em grande parte trazida da Europa e símbolos como “Ordem e Progresso” na
bandeira remetem ao positivismo europeu.
Ideia‑chave: Contradições
de modernizar “como a Europa” ignorando problemas internos.
Explicação: Usar o exemplo citado no texto (a obra
Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto) para evidenciar a crítica a
uma modernização que tenta copiar o modelo europeu e ignora problemas sociais e
suas origens.
Ideia‑chave: Eurocentrismo
e África (apagamento curricular).
Explicação: Explicar que, apesar da diversidade
africana e da contribuição das culturas africanas para a formação do Brasil, os
conteúdos escolares são majoritariamente europeus e pouco africanos, indicando
continuidade de um “centro de poder” europeu.
Ideia‑chave: Lei
10.639/2003 como resposta escolar ao apagamento.
Explicação: Apontar que o texto cita a Lei
10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro‑brasileira e africana nas escolas para corrigir
esse problema.
Ideia‑chave: Eurocentrismo
e filosofia (ampliar o olhar sem invalidar autores ocidentais).
Explicação: Explicar que a filosofia ensinada
costuma ser centrada em filósofos ocidentais e que é possível ampliar a
percepção, sem desqualificar esses pensamentos.
Ideia‑chave: “Filosofia
nasceu na Grécia” como narrativa tradicional questionável.
Explicação: Usar o exemplo do texto: a narrativa
tradicional afirma origem da filosofia na Grécia (séc. VI a.C.), mas há
registros atuais de pensamento filosófico em outros lugares, como no continente
africano.
Ideia‑chave: Etnocentrismo
e relação com eurocentrismo.
Explicação: Definir etnocentrismo como considerar a
própria cultura superior e inferiorizar as demais; aproximar do eurocentrismo
como um etnocentrismo específico (valores europeus como centro), ligado à
colonização e ao racismo.
Ideia‑chave: Eurocentrismo
como prática associada a violências e desigualdades.
Explicação: Explicar que o texto destaca que o
eurocentrismo não é “qualquer” etnocentrismo: ele se relaciona a violências e a
desigualdades sociais.
Ideia‑chave: Eurocentrismo
nos mapas (centro do mundo como construção).
Explicação: Explicar que não existe “em
cima/embaixo” absolutos no planeta, então o mapa‑múndi é arbitrário; ainda assim, o modelo
globalmente popularizado é o produzido na Europa, com a Europa ao centro.
Ideia‑chave: Pós‑colonialismo como crítica sistemática ao olhar
europeu.
Explicação: Explicar que estudos pós‑colonialistas (citados com Edward Said e
Orientalismo) impulsionam autores nativos a questionar sistematicamente a visão
europeia sobre outros povos e a apontar o eurocentrismo como marca de
pensamento.
Ideia‑chave: Modernidade,
ciência e racionalidade “colonizando o imaginário”.
Explicação: Explicar que o projeto de
desenvolvimento moderno, baseado em ciência e racionalidade, colonizou o
imaginário mundial e torna difícil perceber o mundo sem essas “lentes”.
Ideia‑chave: Modelo europeu
de ciência e a crítica à “neutralidade”.
Explicação: Explicar que o texto afirma que fazer
ciência passa a implicar seguir um modelo crido pelos europeus; ao questionar o
lugar da Europa, questionar também a produção de conhecimento difundida, os
saberes e a pretensa neutralidade da ciência.
Ideia‑chave: Ciência
depende de recursos e interesses (não de “inteligência” de um povo).
Explicação: Explicar que produzir conhecimento
depende de recursos financeiros, interesses e domínio de técnicas; relacionar
isso ao modelo de educação (da escola à universidade) e ao modelo econômico
como fruto do desenvolvimento histórico europeu e de seu domínio.
Ideia‑chave: Centralidade
europeia explicada por poder militar, econômico e político.
Explicação: Explicar que a Europa ocupa lugar
central pelo poder que exerceu/exerce sobre países e culturas fragilizados,
associado ao projeto europeu de progresso e modernidade.
Ideia‑chave:
Subdesenvolvimento e Hemisfério Sul como consequência histórica.
Explicação: Explicar a ideia do texto de que a
concentração de países subdesenvolvidos no Hemisfério Sul se explica em grande
parte por anos de exploração e controle europeu.
Ideia‑chave: Síntese do
conceito (superioridade/centralidade sustentada pelo poder de narrar).
Explicação: Concluir que eurocentrismo designa
superioridade e centralidade da Europa, conferidas por seu poder (inclusive de
produzir conhecimento e narrativas), fazendo a História parecer diretamente
ligada aos feitos europeus.
Conduzir socialização rápida (plenária): pedir que
2–3 grupos apresentarem um efeito do eurocentrismo e uma forma de “questionar
as lentes” eurocêntricas no estudo de História.
Sistematizar no quadro um glossário essencial
(eurocentrismo, etnocentrismo, modernidade, pós-colonialismo, narrativa,
produção de conhecimento) e orientar a produção final individual.
Material didático:
Texto: Seduc GO, NetEscola 7º ano, Primeiro Bimestre, Aula 2.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Solicitar a produção de 1 parágrafo argumentativo: “O que é eurocentrismo e quais são suas lógicas de inclusão e exclusão?”, citando pelo menos 2 ideias do texto.
Aplicar uma checagem
curta (5 itens) de compreensão: 2 V/F justificadas e 3 questões objetivas
(conceito, causa, consequência) a partir do texto trabalhado.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Manter os mesmos objetivos, flexibilizar instrumentos e critérios de registro, avaliando o progresso do estudante em relação às próprias condições e potencialidades.
Oferecer alternativas de resposta: responder oralmente ao professor
(registro por escrito feito pelo docente), gravar áudio curto, ou completar um
organizador gráfico com frases iniciadas (ex.: “Eurocentrismo é…”, “A Europa
ficou central porque…”, “Isso afeta a História quando…”).
Reduzir a carga de escrita sem reduzir o desafio cognitivo: solicitar 3–5
frases com banco de palavras (eurocentrismo, Europa, poder, colonização,
ciência, modernidade) e 1 exemplo simples discutido em sala.
Conceder tempo ampliado e leitura mediada em trechos (pausas para o
estudante explicar o que entendeu) para evitar que a dificuldade de
atenção/organização masque a aprendizagem.
MATERIAL:
Eurocentrismo
1. Eurocentrismo diz respeito à percepção de que a Europa, sua história e suas questões, são centrais em relação ao resto do mundo. É a maneira de explicar o mundo a partir da Europa, seja através da história, da cultura ou da economia. Mas o que explica essa centralidade da Europa? O processo de modernização iniciado com o projeto iluminista.
2. Desde o período da colonização iniciada por Portugal e Espanha, a história do mundo é contada pelos principais marcos europeus. Um estudante desinformado pode até se confundir e pensar que primeiro veio a Europa e depois o resto do mundo, mas cada parte tem a sua história antes mesmo da chegada dos europeus. A América, a África e a Ásia possuem histórias próprias. Mas mesmo o reconhecimento disso se dava a partir do que os europeus escreviam sobre estes lugares.
3. Os estudos pós-colonialistas, inaugurados por Edward Said com a obra Orientalismo, que autores nativos começam a questionar de forma sistemática a visão europeia sobre esses povos e sua cultura. São também eles que apontam o eurocentrismo como uma marca no modo de se pensar o mundo.
4. A modernidade e seu projeto de desenvolvimento, baseado na ciência e na racionalidade, colonizaram o imaginário mundial. Perceber-se sem usar essas lentes é um exercício difícil e complexo. Fazer ciência implica necessariamente em fazer ciência de acordo com o modelo crido pelos europeus. Ao questionar o lugar da Europa, questiona-se também a produção de conhecimento que ela difundiu pelo mundo, os saberes, o modelo racional e a pretensa neutralidade da ciência.
5. A ciência também depende de recursos financeiros e de interesses. Sendo assim, produzir conhecimento não depende de um povo mais inteligente ou não, mas sim do domínio de técnicas específicas. O modelo de educação que vai desde a escola até a universidade faz parte deste projeto. O modelo econômico que governa o mundo, também é fruto do desenvolvimento histórico da Europa e de seu domínio sobre o resto do mundo.
6. Como se percebe, a Europa ocupa lugar central justamente pelo poder militar, econômico e político que exerceu e exerce sobre os países e culturas mais fragilizados. Condição a que muitos foram submetidos graças ao projeto de progresso e modernidade da Europa. Não é sem motivo o fato de os países subdesenvolvidos estarem localizados ao Hemisfério Sul, o que é explicado em grande parte pelos anos de exploração e controle por parte dos países europeus.
7. Portanto, o Eurocentrismo é utilizado para designar a superioridade e a centralidade da Europa em relação aos demais países do mundo. Porém, essa centralidade é conferida justamente pelo poder que o continente possui, inclusive de produzir conhecimento e narrativas sobre sua história. Isto explica a história como diretamente relacionada aos feitos dos europeus.
Nossa aula foi:
7ºA,
7ºB,
7ºC,
EIXO TEMÁTICO
O mundo moderno e a conexão entre sociedades africanas, americanas e europeias.
(GO-EF07HI01-A) Compreender que a constituição da modernidade não ocorreu de forma abrupta, mas foi um processo de múltiplas temporalidades e acontecimentos simultâneos em lugares diferentes, como: crise de produção, fome, epidemias, guerras, fartura, progresso e invenções.
Conceituar a Modernidade no contexto da formação dos estados nacionais, da expansão marítima e da colonização.
A construção da ideia de modernidade e seus impactos na concepção de História
A ideia de “Novo Mundo” ante o Mundo Antigo: permanências e rupturas de saberes e práticas na emergência do mundo moderno:
Eurocentrismo e a descolonização de saberes e conhecimentos de povos e culturas
Os objetivos da aula são:
Compreender o conceito de eurocentrismo e identificar como ele influencia narrativas históricas e a produção do conhecimento.
Reconhecer que América, África e Ásia possuem histórias próprias e que a centralidade europeia foi construída por relações de poder (militar, econômico e político).
Relacionar eurocentrismo à modernidade (Iluminismo), à ciência e aos interesses que sustentam a produção de saberes.
Apresentar o tema “Eurocentrismo” e ativar conhecimentos prévios com pergunta disparadora: “Quem costuma contar a História do mundo e por quê?”.
Ideia‑chave: Eurocentrismo como visão de centralidade europeia.
Texto: Seduc GO, NetEscola 7º ano, Primeiro Bimestre, Aula 2.
Solicitar a produção de 1 parágrafo argumentativo: “O que é eurocentrismo e quais são suas lógicas de inclusão e exclusão?”, citando pelo menos 2 ideias do texto.
Manter os mesmos objetivos, flexibilizar instrumentos e critérios de registro, avaliando o progresso do estudante em relação às próprias condições e potencialidades.
Eurocentrismo
1. Eurocentrismo diz respeito à percepção de que a Europa, sua história e suas questões, são centrais em relação ao resto do mundo. É a maneira de explicar o mundo a partir da Europa, seja através da história, da cultura ou da economia. Mas o que explica essa centralidade da Europa? O processo de modernização iniciado com o projeto iluminista.
2. Desde o período da colonização iniciada por Portugal e Espanha, a história do mundo é contada pelos principais marcos europeus. Um estudante desinformado pode até se confundir e pensar que primeiro veio a Europa e depois o resto do mundo, mas cada parte tem a sua história antes mesmo da chegada dos europeus. A América, a África e a Ásia possuem histórias próprias. Mas mesmo o reconhecimento disso se dava a partir do que os europeus escreviam sobre estes lugares.
3. Os estudos pós-colonialistas, inaugurados por Edward Said com a obra Orientalismo, que autores nativos começam a questionar de forma sistemática a visão europeia sobre esses povos e sua cultura. São também eles que apontam o eurocentrismo como uma marca no modo de se pensar o mundo.
4. A modernidade e seu projeto de desenvolvimento, baseado na ciência e na racionalidade, colonizaram o imaginário mundial. Perceber-se sem usar essas lentes é um exercício difícil e complexo. Fazer ciência implica necessariamente em fazer ciência de acordo com o modelo crido pelos europeus. Ao questionar o lugar da Europa, questiona-se também a produção de conhecimento que ela difundiu pelo mundo, os saberes, o modelo racional e a pretensa neutralidade da ciência.
5. A ciência também depende de recursos financeiros e de interesses. Sendo assim, produzir conhecimento não depende de um povo mais inteligente ou não, mas sim do domínio de técnicas específicas. O modelo de educação que vai desde a escola até a universidade faz parte deste projeto. O modelo econômico que governa o mundo, também é fruto do desenvolvimento histórico da Europa e de seu domínio sobre o resto do mundo.
6. Como se percebe, a Europa ocupa lugar central justamente pelo poder militar, econômico e político que exerceu e exerce sobre os países e culturas mais fragilizados. Condição a que muitos foram submetidos graças ao projeto de progresso e modernidade da Europa. Não é sem motivo o fato de os países subdesenvolvidos estarem localizados ao Hemisfério Sul, o que é explicado em grande parte pelos anos de exploração e controle por parte dos países europeus.
7. Portanto, o Eurocentrismo é utilizado para designar a superioridade e a centralidade da Europa em relação aos demais países do mundo. Porém, essa centralidade é conferida justamente pelo poder que o continente possui, inclusive de produzir conhecimento e narrativas sobre sua história. Isto explica a história como diretamente relacionada aos feitos dos europeus.
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