Aula 4 Por que “moderno”?

TEMA: Por que “moderno”?
Nossa aula foi:
7ºA, terça-feira, 27 de janeiro de 2026.
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EIXO TEMÁTICO
O mundo moderno e a conexão entre sociedades africanas, americanas e europeias.
 
HABILIDADES
(GO-EF07HI01-A) Compreender que a constituição da modernidade não ocorreu de forma abrupta, mas foi um processo de múltiplas temporalidades e acontecimentos simultâneos em lugares diferentes, como: crise de produção, fome, epidemias, guerras, fartura, progresso e invenções.
Conceituar a Modernidade no contexto da formação dos estados nacionais, da expansão marítima e da colonização.
 
OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS
A construção da ideia de modernidade e seus impactos na concepção de História
A ideia de “Novo Mundo” ante o Mundo Antigo: permanências e rupturas de saberes e práticas na emergência do mundo moderno:
 
CONTEÚDO
Desconstrução do conceito de modernidade
 
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Compreender o significado de “modernidade” como construção histórica vinculada aos processos europeus e não universalizável.
Identificar características do Estado moderno (autonomia do governante, leis nacionais, unificação monetária, exército, impostos) e relacionar tais elementos à formação das monarquias nacionais europeias (séculos XII a XV).
Reconhecer a existência de controvérsias historiográficas (ruptura vs. “longa Idade Média”) e argumentar com base no texto.
Desenvolver leitura histórica: localizar ideias centrais, comparar interpretações e justificar respostas com evidências do texto.
 
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de aula:
Apresentar o tema e ativar conhecimentos prévios por meio de pergunta-problema: “O que faz um Estado ser considerado ‘moderno’?”.
 
Organizar a turma em trios e realizar leitura colaborativa do texto, distribuindo papéis (leitor, sintetizador, verificador de evidências no texto) para favorecer protagonismo e corresponsabilidade.
 
Propor a estratégia “marcar e justificar”: sublinhar no texto (i) definições de modernidade, (ii) características do Estado moderno, (iii) trechos que indiquem debate/controvérsia; registrar ao lado “por que marquei?” com uma frase curta.
Marcar definições de modernidade: identificar “moderno = novo/atual”, a ideia de “ruptura com a Idade Média”, a ligação com acontecimentos europeus e a restrição ao Ocidente, além dos fundamentos associados (razão, cidadania, valores da Antiguidade Clássica).
 
Marcar características do Estado moderno: localizar autonomia/soberania do monarca, não submissão a interferências externas (papado/lideranças religiosas), unificação monetária, leis nacionais, exércitos e arrecadação de impostos.
 
Marcar debate/controvérsia: sublinhar trechos que indicam divergência entre historiadores (ruptura x existência de exemplos anteriores; “modernidade” como “engano” e “longa Idade Média” até o século XVIII) e a ideia de que a História está em construção.
 
Conduzir um debate estruturado por posições (ruptura x permanências), atribuindo a cada trio uma tese para defender apenas com argumentos retirados do texto, com revezamento de porta-vozes para garantir participação.
Trechos que indicam ruptura
“O surgimento das monarquias nacionais e a configuração dos Estados europeus foram interpretados por historiadores como uma ruptura com as estruturas e os valores típicos da Idade Média.”
 
“Nascia, então, nesse contexto, o que se denominou ‘modernidade’…” (no sentido de novidade/novo período)
 
“Apesar de se identificar com o ‘novo’, propondo uma ruptura com o passado medieval…”
 
“(…) historiadores que defendem que as transformações na Europa causaram um rompimento com as estruturas feudais (…)”
 
Trechos que indicam permanências (“longa Idade Média”)
“(…) outros apontam que a ‘modernidade’ é um engano, e o que aconteceu foi uma ‘longa Idade Média’ até o século XVIII.”
 
“(…) enquanto outros afirmam que as permanências feudais provocaram uma ‘longa Idade Média’.”
 
Material didático:
Texto: Seduc GO, NetEscola 7º ano, Primeiro Bimestre, Aula 1.
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Aplicar uma atividade de saída (10–12 min): responder a 4 itens, sendo 2 de identificação no texto (conceito e características) e 2 de argumentação curta (explicar a controvérsia e justificar por que a modernidade não é universalizável), exigindo referência direta ao texto.
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Aplicar avaliação com enunciados mais curtos e segmentados, mantendo o mesmo objetivo de aprendizagem, porém com menor carga de escrita e foco em compreensão e oralidade quando necessário.
Oferecer alternativa de resposta oral (ou prova oral mediada), solicitando que o estudante aponte no texto o trecho que sustenta sua resposta (evidência).
Disponibilizar apoio de organização de leitura: marcar previamente no texto (com cores/símbolos) onde estão “definição”, “características” e “debate”, para reduzir a sobrecarga de busca e permitir que demonstre compreensão sem se perder em muitas linhas.
 
MATERIAL:
Por que “moderno”?
1. A palavra “moderno” significa “novo”, “atual”. O surgimento das monarquias nacionais e a configuração dos Estados europeus foram interpretados por historiadores como uma ruptura com as estruturas e os valores típicos da Idade Média. Nascia, então, nesse contexto, o que se denominou “modernidade”, diretamente relacionada aos acontecimentos europeus e restrita à civilização ocidental. Resgatando os valores da Antiguidade Clássica, a construção da “modernidade” partiu de fundamentos como a valorização da razão e a afirmação de práticas de cidadania. O Estado típico da modernidade, chamado Estado moderno, seria, portanto, uma entidade política regida por leis e administrada por funcionários especializados. O debate em torno do assunto causa controvérsias entre historiadores. Enquanto uns apontam que há exemplos de estruturas políticas semelhantes aos Estados modernos em momentos anteriores, questionando assim o marco histórico convencionado, outros apontam que a “modernidade” é um engano, e o que aconteceu foi uma “longa Idade Média” até o século XVIII.
Características do Estado moderno
2. Do século XII ao século XV, formaram-se monarquias nacionais em Portugal, Espanha, França e Inglaterra, principais Estados europeus do período. Os monarcas eram soberanos sobre seu Estado, isto é, sua autoridade não dependia ou se submetia a nenhuma outra e se estendia a todos que nele viviam. Assim, uma das principais características do Estado moderno é a autonomia do governante perante as interferências externas, como as de lideranças religiosas e a influência papal. É possível caracterizar os Estados modernos, ainda, pela unificação do sistema monetário, pela instituição de leis nacionais, pela criação e manutenção de exércitos e pela organização da arrecadação de impostos.
História em construção
3. Apesar de se identificar com o “novo”, propondo uma ruptura com o passado medieval, a modernidade foi construída com base em elementos da Antiguidade Clássica, como a racionalidade, a valorização do indivíduo, o resgate da noção de cidadania, entre outros. Não há um debate aberto entre historiadores que defendem que as transformações na Europa causaram um rompimento com as estruturas feudais, enquanto outros afirmam que as permanências feudais provocaram uma “longa Idade Média”. Isso demonstra que a História está em construção e há interpretações diversas nem sempre consensuais. O conceito de modernidade foi construído em torno de processos ocorridos na Europa, portanto, não pode ser universalizável, permanecendo-se restrito à realidade dos povos europeus.

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